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As múltiplas faces de Stephen King

  • Foto do escritor: Maristela Scheuer Deves
    Maristela Scheuer Deves
  • 21 de set. de 2020
  • 3 min de leitura


Eu sei que venho privilegiando, aqui no blog, a literatura produzida no Rio Grande do Sul, mas também gosto de indicar boas leituras que extrapolam o nosso Estado. Hoje, tenho um motivo especial para isso: é aniversário de 73 anos do escritor Stephen King, considerado o mestre do terror.


Com mais de 50 livros publicados desde os anos 1970, o norte-americano é referência no gênero, que perpassa a maior parte de suas obras, mas não se limita a ele. Na foto acima, estão representadas algumas das facetas de King.


Tem o clássico terror, como os contos de Nightmares & Dreamscapes (Pesadelos e Paisagens Noturnas, na versão em português) e os romances Cujo (também editado como Cão Raivoso), Rose Madder e Duma Key.


Tem romance de tom mais apocalíptico, como Cell (Celular), um dos meus preferidos – dá o que pensar uma história sobre um pulso enviado pelo telefone e que enlouquece as pessoas.


Tem viagem no tempo, com Novembro de 63, em que um professor volta ao passado na tentativa de evitar a morte de John F. Kennedy.


Tem incursão por outros mundos, como em Casa Negra, continuação de O Talismã, ambos escritos em conjunto com Peter Straub, e em O Pistoleiro, que abre a extensa série Torre Negra – a qual, por sua vez, dialoga com vários outros livros do autor.


Tem livros em que acontecimentos inexplicáveis marcam toda a vida da personagem, como Revival, A Pequena Caixa de Gwendy e Doctor Sleep (Doutor Sono), este a continuação, mais de 30 anos depois, do clássico O Iluminado, mais conhecido pela adaptação de Stanley Kubric para o cinema.


Tem romance policial, em Mr. Mercedes, Finders Keepers (Achados e Perdidos) e O Último Turno, todos estrelados por uma improvável dupla formada por Bill Hodges, um policial aposentado que se torna detetive particular, e sua secretária Holly, uma personagem peculiar e brilhante.


Tem mescla de policial com sobrenatural em Outsider, em que todas as pistas de um crime apontam para um conhecido treinador esportivo – que, no entanto, no dia do crime estava em um lugar bem distante.


Tem livrão mais de mil páginas em letra minúscula, como Under the Dome (Sob a Redoma, que virou uma ótima série, mas ainda prefiro o livro), e tem livrinho formato bolso com menos de 150, como Elevation (Elevação), ambos tratando mais uma vez de fenômenos inexplicáveis – no primeiro, uma redoma invisível que isola os habitantes de uma cidadezinha do mundo exterior; no segundo, um homem que, sem emagrecer, começa a ficar a cada dia mais leve.


Tem livro que é uma espécie de autobiografia literária acrescida de dicas para aspirantes à carreira de escritor, Sobre a Escrita.


Isso tudo sem falar em obras mais badaladas e que não estão na foto, como Carrie, a Estranha, sua estreia na literatura; It – A Coisa, livrão em dois volumes que também rendeu filme em duas partes; Misery – Louca Obsessão (também editado como Angústia), sobre uma fã que aprisiona um escritor para que ele “ressuscite” uma personagem; Cemitério Maldito, sobre um local onde animais (e outras coisas) enterrados voltam à vida; Christine, sobre um carro assassino; À Espera de Um Milagre, história emocionante que virou filme; e muitos outros mais, como A Incendiária, As Quatro Estações; Insônia; Jogo Perigoso; Joyland...


Dentre toda essa variedade, há várias recorrências interessantes na obra de King. Entre eles está a presença de personagens escritores – há pelo menos duas dezenas, contabilizando-se os que aparecem em romances e contos. A questão da fonte da inspiração igualmente aparece em diversas histórias, entre elas Love – A História de Lisey. Há ainda mais de uma narrativa com a temática do duplo, sendo a mais forte delas A Metade Sombria, em que um pseudônimo ganha vida após ser “morto” pelo escritor e passa a cometer crimes para tentar incriminá-lo. E, claro, não podemos esquecer os fãs que se revoltam contra escritores, como nos já citados Misery e Achados e Perdidos.


Outra característica do autor é que ele escreve muito. Não é raro o ano em que ele lance mais de um livro, como ocorreu, por exemplo, em 2017 e 2018, que tiveram dois lançamentos cada. No ano passado, ele lançou O Instituto, que ainda não li, mas está na lista. Neste ano, saiu lf It Bleeds, coletânea com quatro novelas (acho que ainda não tem tradução no Brasil), e para março do ano que vem está programado o romance Later, que traz, como premissa, que apenas os mortos não têm segredos.


Há ainda o King roteirista, responsável por algumas das adaptações de suas histórias para a TV e o cinema (nas quais, aliás, ele por vezes faz uma pontinha), mas já me estendi demais.


***


E já que estamos falando de terror, vale a pena conferir amanhã (terça-feira, dia 22) o lançamento de um romance de terror A Floresta, do jovem escritor gaúcho Daniel Gruber.
Será às 20h, via live no Instagram do autor, com presença da também escritora gaúcha de terror Irka Barrios. Confere lá!

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